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Crónicas de Vagar > Região
O Banco do Jardim

Sou uma figura que ilustra bem o espaço vazio, servindo de bem estar ao mendigo, ao reformado, ao rico, ao pobre, à criança, ao idoso e a todos que passam pelo jardim. Sou feito de madeira, de pedra, de ferro, sou alto ou baixo, largo ou estreito, bonito ou feio, mas sou útil aos cansados e a todos que queiram vir até mim, falando das suas desavenças, das suas canseiras, dos seus encantos e suas paixões, gozando um pouco do seu tempo de lazer. Escuto conversas da crise, da retoma, assisto a muitos desenganos.

Muitos amam sobre mim, proporciono bons momentos que depois acabam em casamentos, enfim...! não passo dum simples banco do jardim. Não consigo sair do meu caminho, servindo também de cama aos da pior espécie, maltratando-me com tudo que seja lixo.

Fazem-me coisas horríveis. Sei de males sociais que causam coisas piores, aguento descargas anais que são autênticos e infernais odores, batem-me e desapertam-me, todos fazem pouco de mim, porque não passo dum simples banco do jardim. Tenho mais uso no Verão que na época baixa, porém, no Inverno, sou muito abandonado, apenas as folhas me caem em cima e ao lado, ou algum vagabundo ensonado com a bebedeira, se deita sobre mim, mas a verdade é que também sou atacado pelo bicho da madeira, porque não passo dum simples banco de jardim. Gostaria que não fosse assim.

Que tivesse durante todo o ano umas flores e relva à minha volta e boas companhias ao pé de mim, servindo de leito aos amores, ouvindo o chilrear dos passarinhos e os sorrisos das criancinhas e que todos bons humores viessem até mim, porque não sou mau nem caprichoso, mas sim, um simples banco de jardim.

Não conheço o meu pai, mas por vezes sou posto ao abandono pela minha mãe, que tem responsabilidades em me vestir, calçar, lavar, dar um pouco de mais alegria e anseio, criando para o efeito o bom ambiente em volta de mim, como um simples banco de jardim.

Por tudo isto, peço por favor que ao cuidarem de vós, cuidem também de mim, que eu e os meus irmãos sejam pintados e estimados, porque não passo dum simples banco do jardim.

Fernando Rufino Leitão Neto (26-12-2007)



Fonte: Fernando Rufino Leitão Neto

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